Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Folha 29

<EDITORIAL

Acorda ó gente! Ao menos dez anos depois....

          Em Junho de 1980, dois adversários do "não te rales" - um deles o redactor desta modesta publicação - resolveram tomar a peito a iniciativa de dotar a freguesia de Vilar de Ferreiros com a presente folhazinha fotocopiada na tentativa de levar mais longe o nome da terra onde ambos nasceram e se possível despertar nos conterrâneos sonhos maiores em termos jornalísticos...Ainda não resultou, e por isso esta chamada : Acorda ó gente! Ao menos dez anos depois....

          Porque recordar é viver aí vai na íntegra o que há 10 anos serviu para então materializar o 1º Nº do agora Boletim Informativo do GFRV:

          "Rude na forma e pobre no aspecto, o 1º número do Boletim Informativo do Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho sai à luz do dia para levar uma mensagem de amizade a todos os leitores , associados ou simples amigos da jovem colectividade nascida em 31/10/979.

          Fruto duma sã e pura regionalidade, o GFRV surgiu duma conversa entre mim e o saudoso bairrista José Queirós  aquando da sua vinda ao casino Estoril, em 1978, integrado no rancho de Vilarinho. Trocamos impressões , ouviram-se os mais directos interessados , e o agrupamento  folclórico que em 1962 se havia organizado em São Pedro de Vilar de Ferreiros, ou mais propriamente dito no lugar de Vilarinho, daquela freguesia, aparece legalizado e transformmado no GFRV.O bairrismo faz destes milagres...

          Com a fundação  desta Associação regional ficou mais rica a terra e a região de Basto que tem agora  uma colectividade mais estatutariamente empenhada na defesa da Cultura Popular de entre Lameira e velão, e muito em especial  no que nesse dominio diz respeito às antigas Ferrarias de entre Tâmega e Douro: a actual freguesia de São pedro de Vilar de Ferreiros.

          Sem pressas nem promessas, os responsáveis pelo GFRV arrancaram já com a sua obra. Começa-se assim, visto dizer o ditado: "Quem vai muito de pressa, pode partir a cabeça..."  

José Augusto da Costa Pereira

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Defesa do Património

          Integrada na Campanha Nacional de Defesa do Patriónio Cultural do País, vai levar-se a efeito no lugar de Vilarinho, freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, uma jornada consagrada ao simbólico acontecimento que aqui será, para além doutras realizações, marcado com uma conferência  subordinada ao tema "A Região de Basto e as Ferrarias entre Tâmega e Douro", a cargo do socio fundador do GFRV, o nosso conterrâneo Sr. José Augusto da Costa Pereira, que para o efeito aqui se desloca propositadamente vindo de Lisboa, na tarde do proximo dia 10 de Agosto,(Domingo) ".

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Domingo, 25 de Outubro de 2009

Folha 28-d

 Direcção

          Pres., José António Carvalho Mota; vice-pres., Carlos Ribeiro da Silva; secretário, Manuel Lopes; tesoureiro, José ouliveira Brizida, e vogais: Carlos Alberto Sousa Borges e Joaquim Carvalho dos Reis.

          Boa sorte e trabalho fucundo em prol da cultura popular da nossa região, mormente deste pedaço  de terra denominado Vilar de Ferreiros que por herdeiro das antigas tradições das históricas Ferrrarias requer cuidados especiais, são os votos do redactor deste Boletim.

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Relíquia Etnográfica....e Folclórica

          "Quem mal não pensa, mal não julga", diz o povo e assim fez a Irmandade de Nossa Senhora da Graça ao lançar mão de uma velha estampa alusiva ao Monte Farinha para ilustrar, neste ano  de 1989, os programas da Grande Peregrinação de Setembro. Só que a impertinente curiosidade do " jornalista caseiro" fê-lo desconfiar do rendilhado e colorido do manto ...e vai de confrontar....

          Num lapso tudo fica esclarecido, e se merece louvor a intenção boa da Irmandade, fosse quem fosse o autor da já muito rara "estampa da Senhora" o certo é que não tem para nós valor algum, por imaginária e falha de rigor histórico na pintura....Trata-se de uma vulgar fotomontagem que sem respeito pelos devotos das imagens da Virgem  veneradas no Santuário procura impingir  uma  imagem que nada tem a ver com a de NS da Graça; e com a agravante de uma má estelização do Monte Farinha a servir, no caso, como pano de fundo a essa farsa.

          Congratulamo-nos com o facto de tais asneiras se não terem feito sob responsabilidade da gerência de Vilar de Ferreiros e felicitamos  a actual Comissão Administrativa por nos dar conta, ainda que involuntariamente, de tão curiosa relíquia etnográfica...e folclórica.

Costa Pereira.

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Morrer e viver.....

          Já com dois carros avançados de anos, o nosso inesquecível conterrâneo Fernando  Martins Ferreira privou-nos para sempre da sua amizade e bairrismo da velha guarda. Na tarde de 23 de Novembro, mês das Almas, de 1989, o Sr. Fernando de Vilar dá o seu último suspiro e aboca pára de soprar na boquilha do contra-baixo ou de fazer no palco soar a sua voz.

          Conjugando a sua actividade rural e comercial com as suas qualidades natas de artista popular, o Ti Fernando foi um animador da Cultura tradicional da nossa terra, que serviu na música e teatro.

           Ficou de veras mmais pobre Vilar de Ferreiros, mas muito mais rica a nossa história local que a partir deste momento jamais esquecerá o Ti Fernando de Cima de Vila. Nós também não!

CP

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SANTAS FESTAS! FELIZ ANO de 90>

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Folha 28-c

 

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          Quedei-me em terras de Leiria, ou mais propriamente dito na Praia do Pedrógão, não a ler A Batalha Sem Fim, que Aquilino Ribeiro consagra àquela região, mas para beneficiar um pouco da sua água e sol; e antes aproveitar para ler a PÁTRIA, de Guerra Junqueiro e aumentar dessa forma o meu portuguesismo. E confesso que valeu a pena, pois fiquei esclarecido quanto às razões porque certos políticos da 1ª Republica não são hoje divulgados à nossa juventude: ensinam a defender e amar a Pátria! Senão vejamos o que nos diz Junqueiro: " Pelejas como as de Valverde só se ganham assim: ajoelhando primeiro. O Nuno Alvares de hoje não usaria cota, nem escudo; mas ao cabo seria idêntico. A mesma chama noutro invôlucro. Não combateria Castelhanos, combateria portugueses. O inimigo mora-nos em casa. Aljubarrota no Terreiro do Paço e os Atoleiros...nos mil atoleiros de infâmias que enodoam as ruas, e obstruem o trânsito. Queriamos um justo inexorável, um santo heróico, com a verdade nos lábios e uma espada na mão. Os quadrilheiros que infestam Lisboa e os sob-quadrilheiros que infestam as provincias, anulá-los num dia, numa hora, sem pena e sem remorso..."

          E assim terminei as minhas férias e congeminei estas linhas que vim concluir nesta Lisboa, onde os pássaros não conhecem o seu ninho... (1)

Lumiar(Lisboa), Setembro  de 1978,

José Augusto da Costa Pereira"

 In Noticias de Chaves, de 13 de Outubro de 1978 

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          (1) Decorridos 11 anos sobre a publicação deste artigo a situação mentem-se . Lisboa continua a ser Portugal e todo o resto paisagem. Com ajuda do pontencial humano e até económico dos provincianos , cresce e alarga por tudo quanto é canto. Não admira por isso que os pássaros sintam dificuldade na orientação....

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Novos Corpos Gerentes

          Apostados numa revitalização e dinâmica capaz de dar de GFRF uma imagem real do seu potencial humano, os associados e amigos da nossa colectividade escolheram novos corpos gerentes para um próximo mandato. Dessa feita o presidente da nova direcção passa por inerencia do cargo a ocupar o lugar de Director deste Boletim Informativo a partir do presente número, em substituição do anterior. Saudamos os que agora chegam e agradecemos toda a colaboração recebida dos que até ao momento nos deram apoio. bem hajam.

Assembleia Geral

          Pres.,Manuel Mário Borges Lopes; Secretário, Manuel Serafim Machado Morais e Manuel Pires da Costa.

Conselho Fiscal 

          Armindo Morais Silva Mota, Miquelina dos Anjos Morais Silva Mota e Gracinda dos Reis Silva Rego.          

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Folha 28-b

FONTE da CAINHA

          Da Cainha, como aldeia falamos já no nº 12 desta Folha, em Agosto de 1984. Faltou então, e em particular, falar da "Fonte Benta" ou "Fonte do Catarro", um fio permanente d'água que corre entre as antigas casas dos Vilelas e dos Barreiras, hoje propriedades que pertencem ao ti António dos Anjos e a um tal "Coradinho" , respectivamente.

          Temos da Fonte da Cainha algumas saudosas recordações , sobretudo de quando criança ali "exigíamos" uma paragem para matar a sede, quer descendo de Vilar ou subindo de Mondim. Longe de sabermos ter aquela água poderes milagrosos ou medicinais, o certo é que já então o desejo empírico de beneficiar dos atributos terapêuticos da "Fonte Benta" ou do "Catarro", repito, imperava no nosso inconsciente.

          O povo baptizou a velha fonte que à canha ou esquerda do milenário caminho das Ferrarias/Mondim tinha, na subida, o condão de saciar a sede aos caminheiros da nossa montanha e fornecer o sangue da terra ao vizinho campo ou terras que a uns 50 ou 100 metros da bica são hoje conhecidas devida ao facto; além de dar alcunha aos moradores  ou simpres consortes das suas águas, como por exemplo o caso do Inácio da Fonte.

          Das razões que levaram a vizinhança a denominar de "Benta" e do "Catarro" uma fonte vulgarissima como esta, não sabemos. Mas é natural ande relacionado com a suposta ideia de ter aquela água efeitos curativos, sobretudo em doenças inflamatórias da garganta. E assim sendo, não se trata de uma fonte de "clinica geral", mas de  termas com especialidade. Uma análise quimica e biológica no Instituto Ricardo Jorge desfaz qualquer dúvida a este respeito.Todavia  pouco importa para o caso aprofundar  da verdade ou mito gerado à volta de uma veia de fresca e cristalina água de montanha, uma vez que proveniente das entranhas do Monte Farinha , memo sem intervenção eclesiástica o jorro já vem bento da origem.

          Fica assim registada mais um topónimo existente na freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiro. A sua origem etmológica deriva do latim fons e fontis que deu fonte. Fonte que devido a si ou aos campos regados pelas suas águas  fazia parte do "Regalengo das Ferrarias" e dá ainda hoje identidade a um lugar da aldeia da Cainha.

Costa Pereira

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O SEU NINHO

(Do número anterior. Conclusão)

          " Encerrava-se assim mais uma visita anual à região transmontana de Basto, onde nasci. Regressando mais feliz e bairrista às terras grandes deste País tão pequeno e retalhado, politicamente falando.

 

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