Mas quanto a nós, o mais provável aqui é tratar-se de um termo que pretendia demarcar certo espaço geográfico dos demais à sua volta, pois embora localizado numa espécie de vale, vizinho das "Casas Novas", de Vilarinho, o remoto "Barveyto" porque aparece referido num documento de delimitações, podia quando muito ter ali o sentido de cômoro .
Como quer que seja o termo existe na nossa terra e chegou até nós sem grandes alterações morfológicas passados VII séculos. A respeito do termo e de ciência certa sabemos que muito mais tarde em pleno Atlântico viria a dar o nome a uma afamada marca de Vinho da Madeira.
Costa Pereira
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ERMELO
A serrania que deu ou tomou o nome da terra de que vamos hoje ocuparmarmo-nos não é mais nem menos que uma evidente ramificação da vizinha serra do Marão, com uns 10km. de cumprimento entre o Velão e Lamas-de-Ôlo, e uma altitude máxima de 836m. É de Ermelo que estamos a tratar, e muito havia que dizer desta localidade que foi sede dum remoto município até meados do século passado, ou melhor dizendo até 31/XII/1853.
Foi D. Sancho II , quem em Abril de 1196 concedeu, em Guimarães, foral a este medieval concelho que abrangia as paróquias de Bilhó, Campanhó, Campeã, Lamas - de - Ôlo, Pardelhas e o próprio Ermelo. Já antes de D. Manuel lhe ter conferido foral novo em 3/VI/1514, Ermelo tinha visto confirmado o seu foral velho, em Março de 1218.
Desses tempos de notável grandeza e prestígio histórico o que chegou até aos nossos dias foi apenas um pelournho ou picata classificado como imóvel de interesse público, desde há vários anos, e uma ponte bem conhecida, estilo da de Vilar de Viando, também recentemente classificada como imóvel de interesse público, segundo edital da Câmera Municipal de Mondim de Basto, de 22/4/1987. Sinal evidente que não deve tratar-se de Ponte Romana quer esta,quer a de Vilar de Viando, porque se de facto assim fosse eram os Superiores Responsáveis pelo Património Histórico e Cultural deste País que andavam, como certos juristas cá do burgo, a reinar com a identidade multi-secular das nossas terras.
Mas não obstante a falta de elementos visiveis chegados até nós, o arqueólogo e o esturiador competente, têm neste espaço que de Varzigueto se distende até à Ponte - de - Ôlo ou do alto da Tontuça às cumeadas do Barreiro e Fervença, um vasto campo de trabalho.
Da sua atalaia subranceira ao vizinho leito das fugitivas águas do Ôlo, ali ao fuindo ainda não refeitas do choque sofrido pela queda no desfiladeiro das "Fisgas", a povoação de Ermelo, que foi sede de um concelho e abadia de apresentação dos Marqueses de Marialva, aguar-
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