Domingo, 4 de Maio de 2008

Folha-9c

          Formado pelas abas das montes Palhaços e lombas da Cucaça uma verdejante concha geográfica por onde correm as cristalinas águas da Ribeira velha, a localidade de Vilarinho, com sua capelinha consagrada a Santo António e Santa Bárbara, o seu cemitério local, a sua escola primária, um campo de futebol, algum comércio e quatro colectividades de cultura e recreio legalizadas é sem sombra de dúvida uma espécie de pulmão direito deste pedaço de terra escondido entre o Monte Farinha e o Alto da Tontuça.

          Embora tudo indique que esta povoação seja anterior à conquista romana, o que se julga perceber face à existência de um suposto castro localizado no alto do Premurado e doutros vestígios de remota ocupação, o topónimo Vilarinho no entanto deriva aqui, quanto a mim, de um "villar" vizinho, neste caso da actual aldeia  de "Villar" de Ferreiros, povoação sede da freguesia. Que por ficar mais próxima do Castro dominante dos Palhaços, e da  civídade das Richeiras teria sido a primeira localidade a ser fundada nesta área quando os habitantes do cimo da montanha sentiram o desejo ou necessidade de ocupar e utilizar as terras baixas e vizinhas da civídade em questão. 

          Produto, em origem, da romanização, Vilarinho tornou-se progressivamente numa viçosa e dinâmica povoação rural cujos habitantes graças ao seu labor e espírito comunitário têm contribuído de forma notável para o desenvolvimento de toda a freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiros sem    se envaidecerem com os louros do passado que de pouco servem para viver o presente e muito menos para fazer o futuro.   

          Daí este Vilarinho que os responsáveis pela "Grande Enciclopédia Portugursa e Brasileira" olvidaram nas suas páginas, apareça hoje lançado ao encontro de estruturas sociais que lhe dê garantia dum futuro melhor para os seus habitantes e a possibilidade de continuar com as suas tradições milenárias a contribuir para o engrandecimento económico, social, histórico e cultural da autarquia de que faz parte pelo menos desde os séc. XIII, e certamente muito antes quando ainda fragmento do território da cividade dos montes Farinha  ou Palhaços.

          A tradição duma industria siderúrgica muito antiga, a prática de usos e costumes remotos, a existência de velhas formas de transformar os produtos agrícolas verificada nos tradicionais  alambiques, os moinhos, azenhas de moer azeitona e teares de linho e farrapos, são testemunho evidente que Vilarinho sendo hoje uma realidade, já o era ontem e há-de continuar a sê-lo futuramente

José Augusto da Costa Pereira

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REFLEXÃO

          O cimento com que alguns Homens, em grupo ou individualmente,  edificam a Obra de Santidade é o mesmo com que outros constroem os muros da perdição humana.

          Que felicidade para todos se o tal "cimento" fosse totalmente bem aproveitado!

Costa Pereira

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