Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Boletim ou Folha -2

          Um dos objectivos do boletim foi também o de dar oportunidade aos associados de se poderem fazer ouvir e culturalmente expressaram no que respeita a conhecimentos históricos e etnográficos de interesse local. Pouco, mas algum resultado deu. E a "folha número 2", correspondente a Setembro de 1980, dá indicação disso mesmo, como vamos ver:  

<Editorial

          Caros Consócios: no passado dia 10 de Agosto teve lugar nas instalações provisórias da nossa sede, uma manifestação cultural que chamou a si as atenções gerais da freguesia e do concelho também. A Imprensa escrita e falada ocupou-se do acontecimento tecendo-lhe os mais rasgados elogios, facto que só por si nos alegra e satisfaz.

          A quantos contribuiram para que tal jornada constituisse o êxito que constituiu, desejo, na minha modesta e despretenciosa qualidade de presidente da Direcção do GFRV, registar aqui os meus agradecimentos a todos os associados que comigo colaboraram nesta proveitosa manifestação cultural que os estatutos da nossa associação exigem de nós e de vós ppara que se cumpra.  

          Quem não quer ser lobo, não lhe vesta a pele... - (Manuel Mário Borges Lopes). 

*************************

Premurado

                                                                          Por: José F. Borges Lopes.

          Outeiro situado no lugar de Vilarinho, próximo do povoado de Bezerral, surge-nos no cenário local como padrão histórico, assinalando o remotismo desta característica aldeia alcandorada na meia encosta da cordilheira da serra da Senhora da Graça: é o alto do "Premurado". É este Premurado, pobre e esquecido, que somente as cristalinas águas do Ribeiro ou Ribeira Velha com simpatia saúdam do seu verdejante vale, um dos raros marcos histórios que ainda hoje fala ao povo de Vilarinho de seu milinário passado.

          Quem passa pela base do pequeno outeiro a caminho do Estor da Lage ou de Rebencegadas nem necessita de subir ao cimo do monte para ver que estamos em face de um monte fortificado, onde povos muito antigos viveram, lutaram e graças à sua persistência nasceu Vilarinho. Se o fizermos melhor será, pois lá encontraremos para além do muramento típico das construções castrejas, artefactos como mós, as tradicionais covinhas e até a origem do topónimo.

          Conterrâneos, quis neste curto espaço evocar-vos a imagem geográfica dum pedaço de terra que me toca a alma e que desejava ver por vós venerada e cada pedra respeitada como túmulo sagrado de recordações. "Em honra do passado, respeitai o presente. O futuro vos agradecerá".          

 

publicado por aquimetem às 14:58
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