Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Folha-32d

Dos Calondros ao "munho"

Por: Costa Pereira

          Com o titulo O SÉCULO XIX NA LÍNGUA POPULAR DOS CONCELHOS DE Alijó, Mesão Frio, Mondim de Basto,Murça, Ribeira de Pena,Saborisa,Santa Marta de Penaguião e Vila Real publicou a Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão,em 1983, um curioso trabalho de caracter etnogáfico que nos finais do século passado o filólogo padre Gomes Pereira desenvolveu na "REVISTA LUSITANA". É um trabalho interessante que peca todavia pelo descuido manifesto de não localizar certos vocábulos dentro do rigoroso espaço geográdico em que são falados e tradicionalmmente conhecidos. O exemplo mais evidente dessa lacuna surge quando ao ler os regionalismos recolhidos em Mondim de Basto aparece "Botefa,calondro,abóbara", em vez de Calondro como sinónimo de botefa e abóbara. Em Basto só há calondros....

          Pegar na obra do Padre A. Gomes Pereira e colocar os regionalismos,  que ele admiravelmente recolheu com toda a sua sapiência, no  espaço que lhes diz respeito é um dever que cabe a qualquer estudioso, mormente aos defensores da cultura do povo transmontano. Da minha parte vou ajudar os leitores da obra em apreciação a se quiserem, poder fixar os termos próprios das peças do "munho" que o autor não registou. Mas excluindo do arrolamento as ignoradas "patenas ou asperas" que no concelho de Mondim devem pronunciar-se de penas do rodizio.

          Vamos então até ao engenho do moleiro: a tremonha é a que recebe o cereal da moagem, este escorregando pela calheira, tremelicando por acção do tramelo, lá vai grão a grão cair na olheira da mó e com o girar desta sobrre o pouso surge a farinha no tremunhado. Isto é o que se vê dentro do sobrado da casa do moinho, mas no exterior e para que o "munho" moa tem que haver inferno. É aqui que funciona o rodizio, na hoizontal e sobre o jazente, a seixa e o guilhão, a dominar revestido de penas; depois, o ergueiro para marcar o ritmo..

          Do centro da roda e na vertical ergue-se a péla que com a colaboração da sigurelha e do lobete faz mover toda a engrenagem do "munho". Mas antes de sairmos do inferno do moleiro convem lembrar que foi graças ao pijadouro ter travado o zicho largado do torneirão através do tempreiro  que esta visita pode ser realizada, visto não poder fazer-se com o rodizio a trabalhar pela força da água  depejada do cubo do moinho. 

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Breves

          A festa da Ascensão decorreu com muito êxito no dia 26 de Maio e j´´a no próximo fim do mês de Junho é o São Pedro a ter festança em Vilar

XXX

          Sempre em crescente desenvolvimento a nossa freguesia vai ter mmais um lugar para na bola dar pontapés. Agora quem vai joggar são os da sede de freguesia contra Vilarinho....

XXX

          Mais uma vez se repetiu no dia 10 de junho a Peregrinação a Fátima.>

publicado por aquimetem às 17:00
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