Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Folha 28-b

FONTE da CAINHA

          Da Cainha, como aldeia falamos já no nº 12 desta Folha, em Agosto de 1984. Faltou então, e em particular, falar da "Fonte Benta" ou "Fonte do Catarro", um fio permanente d'água que corre entre as antigas casas dos Vilelas e dos Barreiras, hoje propriedades que pertencem ao ti António dos Anjos e a um tal "Coradinho" , respectivamente.

          Temos da Fonte da Cainha algumas saudosas recordações , sobretudo de quando criança ali "exigíamos" uma paragem para matar a sede, quer descendo de Vilar ou subindo de Mondim. Longe de sabermos ter aquela água poderes milagrosos ou medicinais, o certo é que já então o desejo empírico de beneficiar dos atributos terapêuticos da "Fonte Benta" ou do "Catarro", repito, imperava no nosso inconsciente.

          O povo baptizou a velha fonte que à canha ou esquerda do milenário caminho das Ferrarias/Mondim tinha, na subida, o condão de saciar a sede aos caminheiros da nossa montanha e fornecer o sangue da terra ao vizinho campo ou terras que a uns 50 ou 100 metros da bica são hoje conhecidas devida ao facto; além de dar alcunha aos moradores  ou simpres consortes das suas águas, como por exemplo o caso do Inácio da Fonte.

          Das razões que levaram a vizinhança a denominar de "Benta" e do "Catarro" uma fonte vulgarissima como esta, não sabemos. Mas é natural ande relacionado com a suposta ideia de ter aquela água efeitos curativos, sobretudo em doenças inflamatórias da garganta. E assim sendo, não se trata de uma fonte de "clinica geral", mas de  termas com especialidade. Uma análise quimica e biológica no Instituto Ricardo Jorge desfaz qualquer dúvida a este respeito.Todavia  pouco importa para o caso aprofundar  da verdade ou mito gerado à volta de uma veia de fresca e cristalina água de montanha, uma vez que proveniente das entranhas do Monte Farinha , memo sem intervenção eclesiástica o jorro já vem bento da origem.

          Fica assim registada mais um topónimo existente na freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiro. A sua origem etmológica deriva do latim fons e fontis que deu fonte. Fonte que devido a si ou aos campos regados pelas suas águas  fazia parte do "Regalengo das Ferrarias" e dá ainda hoje identidade a um lugar da aldeia da Cainha.

Costa Pereira

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O SEU NINHO

(Do número anterior. Conclusão)

          " Encerrava-se assim mais uma visita anual à região transmontana de Basto, onde nasci. Regressando mais feliz e bairrista às terras grandes deste País tão pequeno e retalhado, politicamente falando.

 

publicado por aquimetem às 00:00
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