Sábado, 8 de Março de 2008

Folha-4b

          Os nossos avós usavam o azeite como combustível para iluminação e, ainda hoje, é usado nas igrejas para alumiar o Santíssimo.

          A azeitona que é um fruto de Inverno começa a atingir a fase de amadurecimento em meados de Dezembro, sendo normal consoar com temperos de azeite novo. Embora só a partir do princípio de Janeiro  as azenhas atinjam o seu máximo de laboração e as tanhas (talhas) comecem a encherem-se com o precioso óleo. Entretanto alguma  azeitona é curtida em gaibos  (recipientes) onde entre outros temperos constam o loureiro, o limão e o sal.

          A azeitona é moida em engenhos que na região de Basto, mormente na freguesia de São Pedro de  Vilar de Ferreiros, são designados por azenhas. Para melhor entender o funcionamento desses engenhos, vamos ouvir o nosso conterrâneo Sr. José Francisco Ribeiro que nos vai falar das azenhas movidas aqui pela água  que corre pelas nossas levadas da Ribeira Velha e da Cucaça .

          Água leva o regadinho

          àgua leva o regador

          enquanto rega e não rega

          vou falar ao meu amor

          Com esta quadra damos então a palavra ao ti Zé Ribeiro, de Vilarinho, para que nos fale das características e tradicionais azenhas  de fazer azeite em terras de Basto, conta ele:

          " Temos em primeiro lugar, uma grande roda c/copos ou pás cujo eixo transmissor movimenta rotativamente uma roda dentada em forma de tambor na qual engrena uma outra roda horizontal que faz girar a galga. Esta   é composta por um tambor, onde estão engrenadas duas mós em pedra que dentro dum depósito tipo almofariz esmaga a negra azeitona.

          Depois de transformada em massa vai assim para dentro de fortes seiras de esparto - planta cuja fibra é empregada no fabrico de cordas e outros tecidos, designadammente as seiras - que em seguida são colocadas sob uma prensa em madeira, donde é espremido e extraído o delicioso azeite. Estas prensas são accionadas por meio de um fuso também de madeira e em rosca que uma tranca (alavanca) rodada pela força humana faz suspender uma pesada pedra ( o peso) existente na extremidade do fuso. Nesta operação as seiras são o centro de apoio da trave ou prensa.

continua

publicado por aquimetem às 13:00
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