Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Folha 24 - b

abundantes topónimos que já ninguém se lembra têm no êrvedo as suas origens etimológicas.

          Próprio da região mediterrânica ,  ervedeiro encontra-se em quase todo o nosso País e o seu fruto, o medronho, parecido com o morango, na forma e cor, utilizado no fabrico da conhecida "medronheira" algarvia, rival da nosso "bagaceira" de Basto.

          A aplicação das folhas do ervedeiro nas infecções das vias urinárias, mediante   o emprego dos seus extractos por infuso, granjearam também para este arbusto da família das ericáceas a merecida admiração do povo e da ciência médica.

          Historiada que ficou a planta que deu também nome a um lugarejo existente em Vilar de Ferreiros é nosso dever agora conduzir os leitores até junto desse Ervedeiro. Eis o caminho: descendo por um carreiro que do lado da capela de São Sebastião vai dar à Ribeira Velha, está o local encontrado. Percorre-lo só bastará desviar lá ao fundo à esquerda e atravessar as verdejantes propriedades rurais delimitadas pelo trajecto que acabamos de de indicar e um outro carreiro que vamos descobrir e nos traz  directamente às cortes do Rui, de volta à povoação de  Vilar.

Costa Pereira

TTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT

 SÃO CRISTÓVÃO DE MONDIM

          Como que em ex-aequo com Vilar de Ferreiros São Cristóvão de Mondim vê a 3 de Junho de 1514, confirmadas as boas graças que em Lisboa  granjeou do rei D:Manuel I que confere aos mondinenses o pergaminho que anteriores monarcas parece terem recusado à rainha do Cabril. Dizemos parece porque é convicção nossa ter Mondim recebido foral mais ou menos semelhante ao de Vilar de Ferreiros da mão de outros soberanos e de cuja referência aos   "besteiros do conto" de São Cristóvão  de Mondim em documento do séc. XVI se nos afigura relevante neste nosso ajuizar. Como quer que seja o presente depoimento não tem qualquer peso histórico uma vez que nos faltam bases de apoio documentais. Nesta ou pior situação vamos deparar com as Ferrarias ( Vilar de Ferreiros) pois que quando em 1220 os habitantes foram inqueridos por D. Afonso II e obrigados a fazer prova da carta  foralenga que D. Sancho I havia concedido à vila de Ferreiros,  valeu então aos munícipes das antigas ferrarias ter o exigente rei Afonso, o Gordo, feito fé no testemunho dado por delegados seus de que o juiz de São Gens de Monte longo, Pêro Peres, julgou questões guiando-se pelo dito pergaminho. Caso contrario ninguém tão pouco saberia hoje que Vilar teve foral com os mesmos privilégios do da vila  de Ermelo. Se não houvessem testemunhos deste facto histórico agora só nos restava confiar na fértil imaginação de um Sant'Ana Dionísio

continua

publicado por aquimetem às 00:00
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