Domingo, 30 de Agosto de 2009

Folha 27

<EDITORIAL

          Com um  pé na terra e ooutro nos Açores, o director deste boletim parece que finalmente vio para ficar e assim de corpo e alma dar mais apoio ao Rancho Folclórico e a outras iniciativas do GFRV. Seja bem vindo, e de vez, o desejado Manuel Mário.

          O Boletim, que no passado mês de Junho entrou no 10º ano de labor, deve ao bbairrismo da familia Borges Lopes parte da sua existência e continuidade, pois não pode  haver  "jornal" sem director e desde a primeira hora tem sido quase sempre o M.M. Borges Lopes quem assume as responsabilidades pelo que aqui se regista. Mas também o Sr. Manuel Lopes , tio paterno do Mário, tem pelo Boletim um particular carinho, manifestado por actos de encorajamento, divulgação e zelo crítico. Depois o irmão do nosso director, José Francisco Borges Lopes, que descobriu a benemérita "editora" onde graciosamente do original dactilografado pelo Redactor é fotocopiado este boletim.Ora tendo tudo isto em consideração o GFRV se tem o seu Boletim Informativo deve-o de certa forma aos Borges Lopes aqui destacados.

 Destacada a equipa semi-anónima que a este porta-voz do Grupo tem emprestado colaboração e apoio, importa agora lembrar que de boas intenções está o inferno cheio. Não basta fazer o que se pede; mais importante é fazer aquilo que se não pode...Tendo em conta as regras do civismo, da moral e do tradicional bairrismo.

Costa Pereira

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MORGADO

          Não é segredo para os mais ou menos cultos da nossa freguesia que desde os primeiros anos da Monarquia o rei teve nas antigas Ferrarias o seu histórico " Regalengo", que ficava dentro do actual território geográfico de São Pedro de Vilar de Ferreiros. Também não

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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Folha 26-d

Da Imprensa da Região

          " Tem sido uma preocupação prioritária da nossa Junta de Freguesia, o rompimento de vias de acesso até aos mais afastados lugarejos da respectiva circunscrição autárquica. Deste labor destacamos para além de melhor ligação entre Vilar e Cainha, o estradão agora aberto e que de Vilarinho se dirige para as bandas das Aradeiras, aproveitando o antigo caminho do Calhau Redondo. É um bom serviço prestado às populações locais que tenham propriedades rurais para aqueles lados. Isto para além do benefício que daí resulta em favor de um futuro turismo orientado no conhecimento integral dos montes ou Monte Farinha (Nossa Senhora da Graça). Bem haja , Sr. Presidente da Junta".

Em Terras de Basto, de 15 de Março de 1989.

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          " Depois que o  ti Boaventura deixou o cargo de Ermitão, nunca mais ninguem se fez velho no Outeiro. E o pobre do bom homem, de saudosa memória, se quis viver e sustentar a prole não teve outro remédio que de saco às costas percorrer as terras que lá do cimo ia identificando durante o ano para visitar no São Miguel e recolher os frutos do peditório! Os tempos são outros e ainda bem que para melhores no aspecto socioeconomico. Pese o desaparecimento de uma secular tradição, ganhou a modernidade em prejuizo da etnografia. Ainda bem.

          O candidato desta vez foi a nosso amigo e conterrâneo Manuel Cipriano Oliveira Brizida que fazemos votos honre o posto e a freguesia mui nobre de São Pedro "das Ferrarias", também. Que não tema as trovoadas nem o isolamento no Monte Farinha, que pelos vistos há muito boa gente no Arciprestado de Mondim que se não importaria de conquistar um lugar assim pertinho do Mosteiro.... Como porem nestas coisas é o abade de Vilar de Ferreiros quem decide com a força do direito, terão que ter pasciência e seguir o exemplo do Salvador Barroso: abandonar as alturas...."

Em O Povo de Basto, de 1 de Março de 1989.

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          " Obra de vulto é, sem dúvida, o abastecimento de água a Vilar de Ferreiros. A fotografia que publicamos é bem esclarecedora da rudeza dos trabalhos de abertura de rotas , pelas fragas, pelas lajes e caminhos . Mas vale  bem o sacrifício, a certeza do precioso contributo, prestado agora. Em breve, vão começar também as obras dos arruamentos. Se considerarmos que está praticamente concluida a Casa da   Junta e devidamente recuperada a Residência Paroquial, depressa chegaremos à conclusão que Vilar de Ferreiros vai de vento em popa".

Em Monte Farinha, de Fevereiro de 1989. >

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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Folha 26-c

bicicleta ou de uma Grande Peregrinação do 1º Domingo de Setembro, que ainda este ano levou lá cima milhares de fieis atraídos pela fé e presença de D. Eurico Dias Nogueira, o qual fez abanar dali, com sua homília, os  "novos patrões" que de Lisboa dirigem os destinos de todos nós, ao afirmar: " Os portugueses têm o direito de exigir que sejam os melhores a governar e os governantes saibam pôr os interesses da Nação acima dos caprichos pessoais, jogos partidários e ambições de indivíduos  e grupos".

          Não devem ter agradado muito a certas "competências palacianas" aquelas palavras nuas e cruas, mas por enquanto a Lei contra organizações fascistas, teatralmente engendrada , não tem força física, nem moral para cortar a voz aos Ministros da Igreja.

Ainda bem.

(Continua no próximo numero)

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          (1) - Pese o facto de entretanto haver a registar alguma colaboração por parte das entidades referidas em trabalhos de beneficiação do alto do Monte Farinha, continua por atender o desgastado pedido de uma ligação de Vilar à estrada da Senhora da Graça pelo troço intransitável de Campelos.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

As Voltinhas do Marão

          Com a IP4 que vai passar a servir de eixo rodoviário entre Matosinhos e Quintanilha, a louça de Bizalhães é a primeira vítima do progresso desordenado no interior das nossas transmontanas terras.

          Toda a gente quer fábricas que dão emprego e horário de trabalho a minutos contados; outros a via rápida para mais fácil chegar ao local desejado. É a vontade de crescer, quando se é pequeno! Depois a poluição ou a falência da da empresa que tratem os governantes do assunto. Mais tarde vêm as saudades, mas nessa altura restamos apenas recordar o passado com imagens etnográficas como as que Alfredo Mendes avivou em Diário de Noticias, de 2 de Fevereiro do ano em curso: " O carro de bois de eixo movel, o arado romano, as cegonhas céltas , o genuino cozido à portuguesa, o rodízio, a lareira, o madura mugido das pipas, os bácaros no cortelho, os escanos, uma tecla de toucinho ou bolinhos de amor com três séculos que o saudoso senhor agostinho punha no prato, em Casais novos, onde António Nobre pernoitava nas suas viagens ao Douro" deixarão de fazer parte da cultura popular.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

A CORUJA e a IGNORÂNCIA

          A coruja que na antiga Grécia simbolizava a famosa "Atena", deusa da sabedoria, é dos animais mais úteis ao homem. Num ano caça mais ratos  que uma duzia de gatos. Nenhum gato consegue superá-la por melhor caçador que seja. Até as ratazanas, capazes de enfrentar um gato, são presa fácil para a coruja que as caça sem qualquer receio. - Porquê então ser um passaro agoirente? - Apenas por ignorância humana.

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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Folha 26-b

quiser subir pelo Outeiro, encontra no topo do mais representativo bairro de Vilar antigo, o carreiro que paralelo a um velho rego, quase sempre seco, nos introduz na fronteira sul do espaço denominado Grandrachã.

          Conhecido o lugar e os acessos, importa agora saber da sua origem etimológica. Segundo os dicionaristas, "gândara"  deriva do baixo latim gandera  e significa "charneca, terra areosa, estéril. Terreno despovoado, mas coberto de plantas agrestes". Quanto a "chã" dizem os mesmos entendidos derivar de chão e o seu significado ser o de " Terreno plano, planície". Por aglutinação de duas palavras surgiu Grandrachã na toponímia local da freguesia de Vilar de Ferreiros e para contrariar a opinião dos etimologistas produz a terra bom milho, vinho e azeite.

Costa Pereira

LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

O SEU NINHO...

          Com este título já lá vão quase onze anos, deu o amigo e conceituado Noticias de Chaves eco da reportagem que segue e por partes vamos transcrever aqui em substituição do anterior tema à volta das freguesias do concelho de Mondim.  Assim começava a prosa que se necessário comentaremos:

          " Fraco é o pássaro que não conhece o seu ninho !" -   Costumava dizer-me em tom alegre e fraternal o nosso saudoso conterrâneo abade Morais Miranda sempre que de me encontrava de visita ao sertão maronês, onde ambos enxergamos pela primeira vez a luz do sol. Não sei bem porquê, ma só certo é que esse adágio assim dirigido pelos lábios ternos de tão destacada figura  do ribeirinho vulgo mondinense fez crescer em mim um profundo amor por tudo quanto envolve a terra e região onde nasci. 

          Para corresponder a essa dedicação natural, mas incentivada por um saudoso amigo, lá fui este ano uma vez mais em peregrinação à terra-berço. Subi ao cimo do Monte Farinha (Nossa Senhora da Graça) e contemplei daquele impressionante miradouro sagrado a mais encantadora visão rural de Entre Douro e Minho. Vi   in loco os melhoramentos de certo porte que ali vêm sendo operados sob administração do pároco de Vilar de Ferreiros e pude também informar-me das muitas dificuldades com que se debate a Irmandade do 1º santuário Mariano de Trás-os-Montes para resolver problemas alheios ao foro religioso, como é o caso dos meios de acesso entre Vilar e a ermida, que só por má vontade das entidades Florestais e Concelhias está por resolver. No mesmo prisma se pode enquadrar a falta de apoio no alargamento e segurança de que carece a estrada que serve o alto de Nossa Senhora da Graça (1), dado a cada vez maior intensidade de trânsito a circular naquele troço estreito e perigoso para aventuras. 

          Só por milagre da Padroeira do Monte Farinha ali se não deu ainda uma tragédia valente, sobretudo se acontece em dias de grande movimentação, como no caso  de uma Volta a Portugal em

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