Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Folha 19-b

À Memória do Padre Armindo Ferreira

          Com 71 ano finou-se em 22 de Abril de 1983 o padre Armindo Ferreira, pároco de Santa Marinha e de Santo Aleixo de Além Tâmega (Ribeira de Pena) e que muitos anos também o foi de Chaves, Ermelo, Pardelhas, Campanhó e do Bilhó. Era natural da freguesia de Limões, onde ficou sepultado.

          Temperado na rigidez do indomável Alvão e cinzelado pela generosidade da gente simples de entre Barroso e Marão, o saudoso padre Armindo marcou uma época e uma forma nobre de servir os homens por amor a Jesus Cristo.

          Valente nas obras e no carácter, nunca a falta de coragem esmoreceu o seu comportamento responsável de sacerdote  e de cristão no meio do mundo. Estava no que fazia e fazia o que devia. Era corajoso e encorajava os outros..

          Um dia , em Mondim  de Basto, soube-me ali e quis conhecer-me pessoalmente. Quando lhe fui apresentado mediu-me durante alguns segundos e depois de me dar um forte abraço, exclamou alto e em bom som: " Ó Costa Pereira, dou-lhe os meus parabéns pelos  seus escritos e peço-lhe que continue a descarregar sobre esta cambada, porque só à porrada é que esta gente se mexe!...." - Já lá vão quase uns vinte anos que se passou este episódio, mas hoje se fosse vivo o padre Armindo ainda gostava de saber a reacção  dele à noticia que segue:

Vilar de Ferreiros

          Com má-fé e alguma ignorância à mistura têm alguns ilustres mondinenses de ontem e de hoje procurado desvirtuar a realidade histórica que, no domínio de limites de freguesia e paróquia, respeita ao Monte Farinha. Isto pela simples razão de quererem convencer os menos esclarecidos que a freguesia de São Cristóvão de Mondim também tem um pouco de montanheira...Mas toda gente sabe que assim não é e que Mondim sempre foi e há-de continuar a ser a simpática vila ribeirinha das bases do alto do Nossa Senhora da Graça. Depois já se confirmou que nada tem valido as abusivas interferências de de mondinenses na Irmandade de Nossa Senhora da Graça, porque infelizmente nem ao menos sabem identificar o património cultural e artístico de que se dizem defensores. Refiro-me a um Auto  de Entrega de 1934 em que que um administrador do Concelho, um pároco e um proprietário naturais de Mondim  para além do descaramento de esticar os limites da vila até ao cimo do Monte Farinha dão também perante o representante da Lei prova da sua total ignorância cultural, assim: "Numero de dois:- Capela do Padre Eterno, toda em pedra, com um pequeno adro em volta a confinar por todos os lados com o monte baldio, contendo três imagens cujos nomes não  se sabem". - Valha-nos Nossa Senhora da Graça e São Veríssimo de Lisboa, no meio desta confusão e ignorância juntas!

          Não para tais "delegados " da Irmandade - a quem Deus já pediu contas -, mas para futuros intervenientes aí vai a identificação das tais imagens: " a O. uma pequena capela terminada no ano de 1886 representando o Mistério da Anunciação com as imagens da Virgem, do  Anjo (São Gabriel) e do Padre Eterno". 

          Que tudo isto sirva de lição aos estudiosos, à Direcção-Geral  do Património do Estado em particular a Sua Excia. Revma., o Senhor de Vila Real, que para evitar mais dúvidas e ambições desta natureza era tempo de terminar com a situação de capelania, integrando o Santuário a corpo inteiro na paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros.

          O Padre Armindo que pela ultima vez vi no Monte Farinha, em 1975, certamente que concordava comigo.

Costa Pereira  

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Para as tuas Festas

Restaurante do Alto do Monte Farinha

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Para animar as tuas Festas

Prefere os grupos culturais da tua terra, a nossa música e cantares.  

 

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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Folha 19

< EDITORIAL

          Desta vez sempre foi...Passados quase sete anos de luta constante para ver erguida a sede-social do GFRV, a população da mais bairrista aldeia da freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiros pode também a partir  d'agora erguer as mãos...e dizer: valeu a peconfiar na vitória final.

          Parabéns  por isso aos "inconformados" que conseguiram já arrancar com a 1ª fase do imóvel que  brevemente vai ser a sede do nosso dilecto agrupamento culturral. Bem hajam. 

          É que começar é próprio de todos, mas perserverar só de Santos, neste caso pontual com letra pequena.

Zé Augusto

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A Cachada (das Ferrarias)

          Quem de Vilar segue para Vilarinho pelo antigo caminho do Sernado, vai encontrar no trajecto, logo após atravessar o arcaico pontão da Aveleda , sobre o ribeiro do Muro, uma acentuada ladeira que o povo denomina por subida da Cachada. Trata-se duma rampa de pedra assentada onde não há muito os lavradores avaliavam as forças do seu gado de carro , as "juntas de vaca" .  Ainda me recordo de em finais da década de 40 se deslocar ao local o  saudoso abade Morais de Miranda para exibir ali as forças de uma famosa "junta" que creio ter sido até então a mais cara entrada nas cortes dum lavrador de Vilar.

          Não foi porem com intenção de descrever a geografia do isollado lugarejo, nem falar de gado, que trouxe à Folha o termo em causa, mas antes com o propósito de divulggar e dar as origens de um remoto topónimo existente na nossa freguesia que como outros corre o risco de se perder com o seu significado. 

          Respeitando a informação dada pelos melhores dicionaristas aqui fica definida a razão  de ser da palavra Cachada : lugar onde se procede à queima de mato para adubação das terras de cultivo. No caso da nossa Cachada  já desapareceu o uso de queimar mato para esse fim, de qualquer forma a explicação ajusta-se ao topónimo melhor do que a versão alqueive.

          Ainda que muito resumidamente aqui fica registado um local, cada vez menos visitado, que foi outrora o cinzeiro da fértil área da Ribeira e Aveleda das antigas Ferrarias.

CP

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                BOAS FESTAS


COM ALEGRIA; PAZ E AMOR 

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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Folha -18d

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O Nosso Folclore, em noticia....

          Com agrado geral actuaram na cidade de Famalicão, nos passados dias 14 e 15 de Junho, o nosso Rancho Folclórico e a nossa Banda de Zés P'reiras.

         Também em Vilar, na festa do Padroeiro, São Pedro, actuaram os nossos agrupamentos folclóricos e etnográficos, no dia 29 de Junho. Nas festividades em causa é de salientar a presença de sua Excia. Revma., o Senhor Bispo  de Vila Real que nesse dia veio administrar o sacramento do Crisma a 60 jovens da nossa freguesia.

          - Da mesma forma, durante o mês de Julho, para além das Festas do Concelho, os nossos agrupamentos actuaram pelo São Tiago, no Monte Farinha, nos dias 24 e 25.

          - Neste mês de Agosto, temos já nos próximos dias 9 e 10 uma deslocação a terras de Amarante, onde no dia 9 vai ser logo manhã cedo a nossa banda de zés P'reiras a ter a honra de anunciar às gentes de Rebordelo as suas festas de Nossa Senhora das Mercês. Para no dia 10 ser a Santa Missa abrilhantada pelo nosso Coro Coral de Nossa Senhora da Graça e a tarde recreativa animada pelos nossos ranchos sénior e infantil . Neste momento são já garantidas 75 figuras da nossa freguesia a deslocarem-se a terras de São Gonçalo, o melhor dizendo, a Rebordelo-Amarante. 

          - Para Setembro está assegurada a participação dos nossos agrupamentos corais na grande Peregrinação do Monte Farinha, no 1º domingo de Setembro, e toda a nossa máquina folclórica  e etnográfica a funcionar de novo nas festas de Nossa Senhora de Fátima, em Vilarinho, no 2º domingo desse mesmo mês.    

          Temos ainda para esta quadra alta de festividades vários convites que por não estarem   confirmados ficam por mencionar.

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Outras Noticiias

          O Grupo do Centro Cultural de Vilar de Perdizes/Montalegre, deslocou-se a Lisboa, no dia 24 de Maio, onde actuou na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro. Integrado nele vinha o revdo. Padre Lourenço Fontes, pároco daquela freguesia de terras barrosãs.

- Uma vez que já todos cheggaram à conclusão que a nível de paróquia existe muita coisa para fazer, aqui dexamos o nosso conselho: comecem por uma ponta....   

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Pardelhas

          Nas rifas do Vilão e margem esquuerda do rio Ôlo, fica situada a freguesia de Pardelhas cujo Orago é são João Baptista. Diista 20 kms.da sede do concelho e uns 30 de Vila Real. Por ali passei numa das minhas peregrinações de jovem caminheiro..., em Agoosto de 1953. Notei então a hospitalidade daquela gente sã como os ares do seu soporte  Marão.  Recordações!

          Hoje, e pelo facto de sua população criistã estar confiada também ao pároco de São Pedro de Vilar de Ferreiros, lembrei-me trazer a esta Folha um pouco de história da maronesa terra de que em criança ouvi os seguintes versos:

          " Ai se Pardelhas fosse uma vila 

          e se Mondim fosse uma cidade, 

          nós cá stariamos de novo 

          a dar a smola ó hospital"

          Eram mais ou menos assim os versos que por ocasião de um corjo de oferendas a favor do hospital de Mondim de Basto  muita gente do concelho fixou na década de 40.

          Do mais, sei que foi uma vigairaria de apresentação ad nutum do  abade de Ermelo, e pertenceu a este concelho ate à sua extinção em 31 de Dezembro de 1853.

          Passando a pertencer ao concelho de Mondim até à extnção deste, em 26 -12 - 1895, para com ele ser anexada ao de Celorico de Basto.

          Com a restauração do concelho de Mondim, em 13-1- 1898, voltou a fazer parte dele e nele se mmantem integrada como freguesia rural.

          Com todas estas mudanças ganhou independência paroquial em relação a Ermelo, que neste momento nem abade residente tem, mas melhor seria ter conservado o tradicional ad nutum em benefício de São Pedro....Isto porque a igreja de Villar de Ferreiros precisa de padre a tempo inteiro.

Costa Pereira. >      

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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Folha-18c

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Será Desta?!

          Oficializado em 31 de Outubro de 1979, o GFRV lançou logo em Junho do ano seguinte a sua Folha Informativa para seu porta-voz noticioso e meio propagador dos valores históricos e culturais de uma comunidade com tradições na região onde surge integrada. Com um estatuto ambicioso e uma vontade firme por parte dos seus dirigentes em lhe dar cumprimento, o GFRV notou a seu tempo a impossibilidade de poder avançar com o seu projecto cultural e social sem dispor primeiro de uma sede própria e funcional. Daí o não se ter poupado a esforços no sentido de alertar os que por cargo têm a missão de apoiarem quando não dinamizarem um trabalho desta natureza. Que assim tem procedido demonstra-o a leitura da acta seguinte:  

          "Reunião extraordinária dos Corpos Gerentes do GFRV, em 20 de Março de 1986, de que resultou a seguinte deliberação: tendo esta Direcção verificado a falta de firmeza do terreno destinado à construção da futura sede social da colectividade, devido ao recente aluimento de uma mina que atravessa o local, foi necessário providenciar no sentido de resolver um problema que respeita a toda a comunidade cultural, artística, social e até cristã, já que o imóvel a construir pretende ser abraçado por toda a população local que o vai utilizar a seu bel-prazer. Face a tal imprevisto, resolveu esta Direcção recorrer ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia que prontamente com vários membros directivos do GFRV nos acompanhou até junto do senhor Presidente da CM de Mondim de Basto afim de ser exposta  a nossa causa. Este, não só compreendeu o nosso dilema, como de imediato se deslocou a Vilarinho, acompanhado de um técnico da Câmara para dar seguimento à nossa caminhada. Tendo para o efeito cedido uma parcela de terreno municipal, do adquirido para edificar uma escola, corroborando dessa forma a atitude do nosso associado Sr. Manuel Lopes que cedeu o restante da sua propriedade denominada Leira das Latas. Ficando agora decidido, com o apoio da Câmara, elaborar o projecto que irá ser enviado à Secretaria de Estado da Cultura que contamos nos dê também o seu apoio económico, já que o da Junta de Freguesia nos está prometido.   

          O terreno acima citado tinha sido doado ao GFRV por escritura  de Outubro de 1982, pelos Srs. Manuel Lopes e Manuel Luís Morais, no valor de 2.000$00 e 3.000$00 sucessivamente;  ficando pela presente acta os referidos doadores de novo senhores do seus terrenos, embora com o compromisso de repor essa importância ao GFRV.

          Esta Direcção, sabendo interpretar a vontade de toda a Comunidade de Vilarinho, mormente dos  seus consócios, deseja agradecer reconhecidamente ao senhores Presidente da Câmara, Vereadores, Técnicos e Funcionários, bem como ao nosso Presidente  da Junta e  Revdo. Pároco, todas as atenções recebidas e colaboração prestada. Agradecimento que tornamos  extensivo aos nossos sócios fundadores, residenttes em Lisboa, em particular aos Srs. José Augusto da Costa Pereira e Franciisco Borges Lopes, responsáveis pela manutenção da Folha Informativa.

          Para os devidos efeitos se lavrou a presente acta que vai ser arquivada.

Vilarinho - Vilar de Ferreiros - Mondim de Basto, 20 de Março de 1986"

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Paróquia de São Pedro

          Como paróquia Vilar de Ferreiros tem hoje a sua igreja bem cuidada, com outros templos do seu foro, caso do Santuário de Nossa Senhora da Graça e capela de são José, no lugar  do Fojo.Há no entanto obras a fazer na capela de Santo António de Vilarinho, bem, como dinamizar os habitantes de Covas e Vila Chã no sentido de manter zelado o património religioso de cada lugar. Isto porque as coisas de Deus  merecem cuidados especiais, que só os autênticos cristãos saberão entender. E porque o entendem, as obras da residência paroquial vão ser uma realidade. Orar e trabalhar...

cp 

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