Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Folha 19-c

Bandeira Municipal, Abelhas e Mel....

          Uma bandeira é um símbolo que no caso da camarária todos os munícipes do seu concelho devem conhecer e respeitar. A nossa tem a seguinte constituição heráldica: "Armas e Selo: Bandeira,  esquartelada  de amarelo e de vermelho. Cordões e borlas de ouro vermelho.  Haste e lanças douradas. Armas : de prata com um cacho de uvas de vermelho realçado de prata, folhado e troncado de negro. Bordadura de negro carregada de oito abelhas de ouro realçadas de negro. Coroa mural de prata de quatro torres "Listel branco com os dizeres: VILA de MONDIM de BASTO".

          Sublinhei as "oito abelhas" porque não vá alguém confundi-las com o  gado do vento que aparece referido no Foral de Mondim,  pois nesse caso em vez de abelhas seriam antes cabras ou carneiros...De qualquer maneira se essa foi a convicção do historiador das armas de Mondim o erro já está detectado e excluído pela Zona Agrária do Vale do Ave, como se vai ver:

          "Exmo. Senhor

          Director do "Povo de Basto"

          Rua 5 de Outubro

          4890 Celorico de Basto

          Tivemos  a oportunidade de ler no vosso número de 16/10/85 a noticia inserta na coluna " Noticias de Vilar de Ferreiros" assinada pelo Sr. Costa Pereira e a propósito do Mondimel-Projecto de Agricultura de Mondim de Basto, e que desde já agradecemos pela divulgação do Projecto.

          Quanto à chamada de atenção a propósito do "Gado do vento" agradecemos o esclarecimento mas recordamos que precisamente por em tempo oportuno termos descoberto essa incorrecção, tivemos o cuidado de evitar que em qualquer documento escrito relativo ao Projecto se fizesse referência a tal erro.

          Finalmente vimos por este meio convidar V.Exª e o Sr. Costa Pereira para um encontro-entrevista onde seja feita a apresentação pormenorizada do Projecto e onde com certeza V.Exª terá a oportunidade de se aperceber do interesse deste Projecto para a região de Basto dando-lhe, caso se justifique, o tratamento jornalístico que merece e que nós agradecemos antecipadamente".

          Mas realçada a Bandeira,  e as abelhas que nada têm a ver com o gado do vento que consta no Foral de Mondim ou sejam as reses de gado perdidas nos montes, vamos falar de mel. E para isso servimo-nos do Boletim da Solidariedade Rural, de Fev/Março 86 por aludir ao nosso Vilarinho:

          "À imagem do que tem acontecido com outras associações, também a associação do Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho-Vilar de Ferreiros (Mondim de Basto), nos manda o seu testemunho, o que passamos a transcrever:

          "Foi com muito agrado que apreciamos o boletim onde vinha publicado o artigo referente ao curso de Apicultura que está a decorrer em Lamego.

          Temos a honra de informar essa Redacção, para noticia a publicar no "Solidariedade Rural", que o concelho de Mondim de Basto, composto por 8 freguesias rurais, também está a enfrentar os desafios da CEE, estando a decorrer um curso de Apicultura, com frequência de cerca de 100 elementos de ambos os sexos, com uma equipa de cada freguesia, dirigido por um Sr. Engenheiro de Fafe e por um Técnico Agrícola de Celorico de Basto, com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Mondim de Basto e Juntas de Freguesia do concelho.

          Pensamos formar uma Cooperativa, pois o mel desta zona é de primeira qualidade"

----- "Esta é uma experiência, no seguimento de tantas outras, que podem incentivar e promover o interesse por outros projectos, no sentido de desenvolver as potencialidades existentes.

continua.

publicado por aquimetem às 22:43
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4 comentários:
De mgraça a 17 de Janeiro de 2009 às 00:47
Engraçado, nunca tinha reparado que aqueles arabescos na bandeira eram abelhas.
Mas encontro sentido em chamar-lhes "Gado do Vento".Elas realmente não pertencem a lado certo, andam ao vento.


De aquimetem a 17 de Janeiro de 2009 às 11:57
Nem tudo que luz é ouro!!! Assim também o "Gado do Vento" nada tem a ver com abelhas como alguém supôs e fez constar no Brasão Municipal de Mondim de Basto. O "gado do vento" são reses de gado que se encontravam perdidas nos montes e por se não saber quem era o autentico dono passavam a pertencer ao rei. Fica a explicação.


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 00:05
A pertencer ao rei? mesmo que fosse dum pobre qualquer?-Quer dizer , o rei assenhorava-se daquilo que era dos outros.Isto de se abotoarem com o que é dos outros, seja qual for o método, já é velho na poiltica.


De aquimetem a 18 de Janeiro de 2009 às 11:40
Somos muito mal agradecidos!!! Nem ao menos temos presente que se não fossem os reis ( D. Afonso Henriques , D. Afonso III, D. João IV etc.) Portugal não só não existia como já tinha desaparecido do mapa das nações soberanas há muito tempo. Pobres são aqueles que acreditam em promessas dos políticos que se dizem ao lado dos menos favorecidos da sociedade. Em nome da esquerda muitos são os que vão enchendo os bolsos ....e não são reis. Republicanos, embora, mas nem tanto!...


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