Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Folha-12b

 

necessário levantar muros, utilizar nascentes, arrotear terrenos ocupados por carvalhos, tojo, castanheiros, rosmaninho, torga, madressilvas e outras espécies da flora local para que fosse possível a fixação efectiva ali.

          Quem bem conhece a referida povoação que da Porqueira se prolonga em sentido descendente até ás margens do Cabril e apreciar a fertilidade daqueles campos e leiras cultivadas que do caminho antigo que ligava a freguesia de Vilar de Ferreiros com a de Paradança,  pela Lomba da Tabua,  se deixam ver, não pode tomar a sério o significado etimológico do topónimo Cainha (Lat. Canina), no sentido de relativa infertilidade ( "terra cainha") sob penna de desfigurar a realidade produtiva duma das mais ricas aldeias da nossa terra cujos moradores dalçi num assinnalável esforço de regeza ao longa dos tempos desbravou até junto da plaina de São Paulo, onde outrora a nossa freguesia teve uma capela consagrada ao grande Apostolo de Tarso. É nesta área que fica situado o "fragão de São Paulo" que serve de mmarco divisório entre Vilar de Ferreiros, Paradança e Mondim, na base poente do Toumilo e nas proximidades dos ribeiros Seco e Fragoazinhas.

          Para além do que fica dito convém recordar o facto de na Cainha se terem constituído três das mais abastadas casas de lavoura da freguesia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, onde nos momentos difíceis recorriam muitos conterrâneos, e até de fora da terra, a pedirem quer dinheiro emprestado, a fornada, o azeite e o vinho que faltavam nos seus lares e que só eram retornados na próxima colheita. 

          Lembramos aqui  a casa do Carvalhal, a da D. Rosa, com sua capela privada, e a do seu irmão, o reverendo padre António Gomes Ribeiro, sem dúvida a mais asseada e florida casa de lavoura da freguesia, também com capela particular e uma  azenha donde saía o mais delicioso azeite do concelho, e das colmeias espalhadas pelas suas propriedades o mais afamado mel da região de Basto.

          Vizinha do Castroeyro, das Richeiras e do Monte Farinha em si, é natural que cedo se tenha iniciado o seu povoamento, de qualquer forma não temos conhecimento do aparecimento de vestígios arqueológicos na sua área e se existem estão cobertos pela poeira dos séculos.

          Finalizamos esta  humilde descrição lamentando que a Cainha não tivesse a seu tempo beneficiado da estrada que de Mondim segue para Vilar, tomando como era lógico uma linha que lhe foi cortada nas Secas de Campos, e desviou a estrada do antigo caminho romano em prejuízo do centro da povoaçã em causa. 

Costa Pereira

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INÉDITO

          Um Ano, Uma Flor, Uma Graça

          A Felicidade Perpassa

          Qual Auréola de luz

          Sobre teu rosto bambino

          Qual hálito Divino

          Do Deus - Menino - Jesus!

          De José Lopes, o Pascoal de Molares, para uma bebé dum ano feito, em 14/11/1978. 

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Continua

publicado por aquimetem às 00:00
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